De lavar a alma
A corrida da Fórmula Truck no Velopark fez-se cercar de eventos históricos. Em primeiro lugar, por ser a primeira naquele complexo automobilístico tão bem planejado, cheio de conceitos inovadores e erguido seguindo um padrão de excelência que faz do Grupo Gerdau merecedor de todos os cumprimentos possíveis. Foi o 15º autódromo visitado pela categoria em seus 15 anos de história, uma marca também digna de nota. Nenhuma outra categoria nacional teve corridas em 15 pistas diferentes.
Uma etapa histórica, também, por finalmente inscrever a Iveco na galeria de marcas que conquistaram poles e vitórias na Fórmula Truck. Foi o resultado de um trabalho de anos, que teve envolvimento direto dos engenheiros da fábrica no desenvolvimento do caminhão Stralis. Um trabalho levado muito a sério, que tem como alicerce o comprometimento de toda uma equipe, viu seu ponto alto no irretocável desempenho de Beto Monteiro no fim de semana gaúcho, com a pole-position e a vitória na antepenúltima corrida de 2010.
Uma vitória para lavar a alma de Beto, piloto vencedor com todas as marcas que já defendeu, e de todos os profissionais que têm sua parcela de mérito. O efeito do resultado de 10 de outubro foi redentor para o campeonato, que encaminha-se para suas duas últimas corrida com nada menos que cinco pilotos contabilizando suas chances de conquista dos títulos sul-americano e brasileiro da categoria. Uma lista que não contempla Beto Monteiro, embora seja questão de tempo a Iveco disputar títulos na Truck. Pouco tempo, diga-se.
O campeonato apresenta-se para suas duas últimas etapas com nada menos que cinco pilotos contabilizando suas chances de conquista da taça. Felipe Giaffone e Valmir Benavides travam também um interessante duelo interno na equipe Volkswagen. Roberval Andrade, com o bom Scania corintiano, reúne esforços para o que promete ser uma notável reação. À lista de candidatos, a etapa do Velopark incluiu efetivamente os nomes de Wellington Cirino e Geraldo Piquet, os dois pilotos da ABF/Mercedes-Benz.
Para a corrida em Curitiba, além de ações interessantes dos cinco que trabalham pelo título, podem-se esperar atuações notáveis de uma série de pilotos. Arrisco apontar alguns. Pedro Muffato vem de dois pódios, deve estrear o kit biturbo e, pelo momento que atravessa, merece atenção especial. Paulo Salustiano, já consolidado na categoria pela ótima adaptação aos caminhões, André Marques, que disputa a Truck pela primeira vez sem jamais ter pilotado nada em competições, e Adalberto Jardim, em franca evolução, podem surpreender.
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