A categoria mais popular do continente!

Talento, humildade e profissionalismo

O sobrenome tem tradição no automobilismo brasileiro e mundial. Se Wilson Júnior e Emerson já penduraram os capacetes e as sapatilhas, a família Fittipaldi continua acelerando – e muito – nas pistas. Além de Pietro, neto de Emerson, destaque absoluto das categorias de base da Nascar nos Estados Unidos, Christian, filho de Wilsinho, não pensa em parar tão cedo.

Depois de aceitar o convite da presidente da Fórmula Truck, Neusa Navarro, para substituir Geraldo Piquet por duas provas, o rapaz deu trabalho. Na abertura do campeonato, no Velopark, acelerou muito. Com apenas um treino preparatório, que serviu para lhe dar o primeiro contato com o caminhão, chegou para a primeira corrida perfeitamente entrosado com o Mercedes-Benz da equipe ABF.

Foi um fim de semana quase perfeito. Esteve no grupo da frente em boa parte dos treinos, colocou o caminhão entre os cinco primeiros no grid, andou entre os primeiros na corrida e ficou a pé a uma volta do final, quando era quinto colocado, por conta de uma peça do chassi que se soltou. Isso depois de ter figurado em segundo lugar. Momentos depois chegou a confessar que durante a corrida teve a certeza da vitória na estreia.

É claro que uma dica aqui e outra ali de Wellington Cirino, seu companheiro de equipe, ajudaram bastante. Leandro Totti, também piloto da Mercedes, deu a Christian todo o suporte durante o treino de adaptação de fevereiro, no Rio. E Geraldo Piquet, titular do caminhão número 3 que esteve afastado nas duas primeiras corridas, atuou na etapa do Velopark como o que os pilotos chamam de “coach”, instruindo o estreante tanto pelo rádio quanto nas reuniões entre um treino e outro.

Christian Fittipaldi se mostrou competitivo. Mostrou muito talento e humildade para aprender e conhecer o novo desafio de acelerar um caminhão de 4.500 quilos e acelerar a mais de 240 km/h. Veio a segunda etapa do ano, no Rio, e lá estavam Christian e família. Wilsinho, inclusive, acompanhando o fim de semana. O piloto mostrou adaptação, pisou fundo e cravou a pole-position, com Cirino a seu lado na primeira fila. Foi uma dupla bem afinada.

Mas quis o destino que na primeira curva da corrida os dois caminhões da equipe ABF/Mercedes-Benz se tocassem. Fim da chance dos dois. Melhor para Beto Monteiro, que acelerou para mais uma vitória. O pernambucano vem em uma performance excelente, com o caminhão Iveco preparado pelo experiente Camilo Christófaro e pelos engenheiros da fábrica.

A próxima parada da Truck é no Nordeste, Pernambuco, terra do Beto Monteiro. Lá, diante de sua torcida, o piloto da Iveco vai defender a liderança dos dois campeonatos. Desta vez, sem o Christian na pista – o acordo do paulista com a categoria, repito, era para duas corridas. O que se ouve nos bastidores é que Christian deverá estar de volta à Fórmula Truck no ano que vem, desta vez com uma equipe própria, liderada por Wilsinho Fittipaldi.

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