A todos, o desafio
Depois de passar pelo Sul, pelo Sudeste, pelo Nordeste e pelo Centro-Oeste, é a vez da categoria mais popular do Brasil desembarcar na maior cidade da América Latina. São Paulo, um desafio e tanto para a Fórmula Truck e seus competidores.
Por que desafio? Correr em Interlagos, para muitos pilotos, traz pressões adicionais junto da tarefa de competir, de disputar cada curva, de subir no pódio, todos buscando sempre o primeiro lugar. É o berço do automobilismo brasileiro, que recebe todo ano várias categorias nacionais e internacionais, Fórmula 1 entre elas, tem muita história a ser contada pelos grandes pilotos que por ali passaram sonhando serem campeões, a lista vai de Pace a Massa, passa por Senna, Piquet, Guaraná, Clemente, Bueno, tantos outros.
Se para os pilotos o desafio é vencer uma corrida no templo brasileiro da velocidade, para a organização da categoria é o de realizar um grande evento, sempre mais maiúsculo que o do ano anterior. Por isso, os trabalhos para a etapa paulista começam 60 dias antes da corrida. Neusa Navarro e sua equipe reúnem-se na sede da Truck em Santos para reuniões que delineiam os planos e metas da realização da corrida mais importante do calendário.
Para se ter uma ideia, é a etapa que mais leva público a um evento brasileiro de automobilismo, com 60 mil pessoas no autódromo no dia da corrida. Tem a maior cobertura de mídia por parte de jornais, rádios, tevês, revistas, sites e blogs. Tem a maior presença de convidados na área de boxes e hospitality centers, entre eles artistas, jogadores de futebol, patrocinadores e parceiros.
A logística para a montagem do evento é grande. Além das arquibancadas já existentes no autódromo, a organização providencia assentos para mais 40 mil pessoas. Com público maior, as exigências inerentes à segurança também crescem, envolvendo o maior número de homens da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O trânsito fica movimentado na região do autódromo e, para isso, a CET, Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade de São Paulo, chama para si a responsabilidade de controlar todo o fluxo. No autódromo, a tranquilidade é assegurada pela ação dos seguranças particulares contratados pela Truck, que também trata de providenciar, dentro e ao redor de Interlagos, vários postos com ambulâncias e equipes médicas.
Impressiona, também, o número de pessoas que trabalham num evento como esse. São quase 4.000 contratações entre modelos, garçons, equipes médicas, de transmissão pela televisão, jornalistas, cronometragem, produção e montagem, decoração, controle de estacionamento, portaria, instrução e segurança... A lista de funções é quilométrica.
Nos boxes, o trabalho das equipes começa muito antes dos caminhões irem à pista. A montagem dos boxes requer detalhes importantes, com profissionais especializados encarregados de deixar os boxes bonitos e funcionais – um requisito para concorrer ao prêmio de melhor equipe, conferido pela organização a cada etapa. Na pista e nos boxes, engenheiros, preparadores, cronometristas e mecânicos trabalham duro para ter seus caminhões entre os mais rápidos, num trabalho conjunto que é todo canalizado ao desempenho do piloto.
O conjunto mais completo, até agora, é o da Scuderia Iveco com seu piloto Beto Monteiro, pernambucano que lidera o campeonato e chega à etapa de São Paulo motivado pelo desafio de vencer, manter a liderança e, numa hipótese considerada um tanto improvável até por ele próprio, já assegurar o título continental da categoria. O Campeonato Sul-Americano é composto por quatro das dez corridas do calendário, e essa de Interlagos será a penúltima delas.
Nunca é demais lembrar que a Band transmitirá a etapa ao vivo, em HD. Etapa que promete, mais uma vez, ser um sucesso gigantesco.
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